sábado, 20 de novembro de 2010

Red String, a pulseira de Lã Vermelha da Cabalá, Cabalá! E conheça a Terra Santa!‏

Já postei sobre a famosa fita vermelha que circula no braço esquerdo de celebridades como a cantora Madonna. Fiquei de descobrir mais detalhes sobre a Red String (como é chamada) e tive o grande prazer de saber um pouco mais em uma agradável conversa com o professor do Kabbalah Center , Shmuel Lemle, que veio a Brasília, para um evento do lançamento das peças de Guerreiro inspiradas na Kabbalah.

Shmuel amarrou minha fita vermelha de lã com sete nós imantando com uma oração. Segundo Lemle há muito tempo atrás, os cabalistas antigos revelaram uma tecnologia poderosa de proteção dos olhares invejosos dos outros, e ajudar-nos a eliminar sentimentos de inveja e ressentimento dentro de nós mesmos.

Os ensinamentos da Kabbalah não incluem proibições ou mandamentos. Ao invés disso, os cabalistas falam de energias positivas e negativas. As energias negativas do ciúme e da inveja emanam através dos olhos – o que deu origem ao termo bem vivo e antigo, o Mau Olhado.

O Mau Olhado faz parte da história da sabedoria de toda a humanidade. Ele foi mencionado por Sócrates, Platão e Aristóteles. A Bíblia escreveu sobre ele. A ele foram atribuídos medo e respeito por reis, rainhas e conquistadores ao longo dos tempos. De acordo com os cabalistas, esta forma de energia negativa pode afetar nossas vidas e nosso bem estar. Ela pode nos impedir de realizar nossos destinos e também pode nos fazer perder o que já tenhamos obtido.

A Kabbalah ensina que as cores possuem freqüências e energias específicas. O vermelho, por exemplo, é a cor do perigo. Ao amarrar a Fita Vermelha em nosso pulso de uma maneira bem específica, nos protegemos contra a negatividade perigosa que possa estar direcionada para o nosso caminho – uma vacina espiritual contra as forças destrutivas do Mau Olhado.

A imantação da fita começa em Israel, onde uma grande Fita Vermelha é amarrada em volta do túmulo de Rachel, a matriarca da Bíblia. Rachel é considerada pelos cabalistas como a mãe do mundo, e seu maior desejo é defender todos os seus filhos do mal. O túmulo de Rachel possui uma força de proteção – porque nenhum poder é maior do que o amor de proteção natural de uma mãe. No sentido prático, esta é uma tarefa desafiadora, porque o túmulo de Rachel está localizado em uma das.

Porque amarrar no lado esquerdo do pulso? O lado esquerdo do corpo tem sido identificado pelos cabalistas como a área onde a energia penetra. O braço e a mão esquerdos relacionam-se ao conceito de receber; o braço e a mão direitos incorporam o poder de compartilhar. Forças negativas, por conseguinte, entram no corpo através do lado esquerdo. Ao usar a Fita Vermelha no pulso esquerdo, as energias negativas são interceptadas no exato local de entrada. A fita é amarrada em uma seqüência cuidadosamente prescrita de sete nós, cada um simbolizando uma dimensão espiritual distinta que infunde nossa realidade. É importante que alguém que nos ame – alguém em quem confiemos plenamente – amarre a fita em torno do nosso pulso. À medida que o façam, devemos pedir o poder de irradiar bondade, compaixão, apreciação e ausência de Mau Olhado em relação a todos à nossa volta.

A boa noticia : se quer conhecer e estudar a Kabbalah , Shmuel me disse que o curso a distância tem funcionado bem: é só ligar pedir CDs e apostilas. No período de 15 em 15 dias vc tira as dúvidas e bate um papo com um professor via fone.

Serviço:

Shmuel.lemle@kabbalah.com

www.kabbalah.com


Fita Vermelha

O que há de tão importante numa fitinha vermelha? Resumindo – Proteção


Você já ouviu falar de Mau Olhado? Na América colonial ele era chamado de Olho que Fede. Em hebraico se chama ayin ha’rá. Em italiano, mal ochio, em espanhol, mal ojo, em Farsi (iraniano), bla band. Todas essas culturas e centenas de outras possuem uma expressão para isso. Mas o que significa mau olhado?

É o poder de infligir dano fatal com o olhar.

A Fita Vermelha é usada para proteger contra o Mau Olhado. Ele é uma força negativa muito poderosa. Refere-se aos olhares não amigáveis e hostis que às vezes recebemos das pessoas ao nosso redor. Olhares de inveja e mau olhado nos afetam, impedindo que alcancemos nosso pleno potencial em cada área de nossas vidas.

Para ler mais profundamente sobre a Fita Vermelha e para comprá-la para alguém da família.

De acordo com a Kabbalah, a necessidade de enfrentar o problema das más influências não pode ser subestimada. As pessoas que não conseguem entender esse fato e ativar um escudo protetor através de comportamento positivo e proativo podem se tornar vítimas.

A Kabbalah nos ensina que podemos remover influências negativas intrusas e, mais importante, que temos o potencial de erradicar a negatividade para sempre. O poder do olho, quando compreendido através da perspectiva Kabbalística, pode se tornar tanto um instrumento de cura muito poderoso, como também pode ser um canal devastador de destruição.

Raquel e a Fita Vermelha

Uma tradição antiga é enrolar a Fita Vermelha sete vezes em torno do túmulo de Raquel, a grande Matriarca. Raquel, esposa de Jacob, deu à luz a dois filhos, após muitos anos de esterilidade: José, e mais tarde Benjamin. Durante o parto de Benjamin, Raquel morreu e encontra-se enterrada na Estrada entre Jerusalém e Belém, na Terra de Israel.

Depois que a Fita Vermelha é amarrada em volta do túmulo, ela recebe poderes místicos. A Fita Vermelha é então cortada em pedaços e usada no pulso da mão esquerda. A mão esquerda é considerada pela Kabbalah como o lado recebedor do corpo e da alma. Ao usar a Fita Vermelha em nosso pulso esquerdo, podemos receber uma conexão vital com as energias de proteção que circundam o túmulo de Raquel.

Ela também nos permite receber a energia de proteção de Raquel e acessá-la a qualquer momento.

Os Kabbalistas acreditam que ao procurar a Luz de pessoas santas como Raquel, podemos usar sua poderosa influência para nos ajudar. De acordo com a Kabbalah, Raquel representa o mundo físico em que vivemos. Seu maior desejo é proteger e defender todos os seus filhos do mal. Quando amarramos a Fita Vermelha ao nosso pulso esquerdo, enquanto recitamos a poderosa oração Ana Becoach, selamos a poderosa energia de proteção de Raquel dentro de nós, uma vez que ela intercepta influências negativas que têm a intenção de nos causar mal.

O Mau Olhado no Zohar

“Uma pessoa possuída pelo mau olhado carrega em si o olho da força negativa da destruição; logo, ela é chamada “destruidor do mundo”, e as pessoas devem tomar cuidado com ela e não chegar perto, para que não sejam prejudicadas por ela!
”- Zohar I, p.68b

Como Usar a Fita Vermelha

Faça com que alguém que você ama amarre a Fita Vermelha em torno do seu pulso esquerdo. Primeiro, deve-se amarrar a fita bem justa em torno do pulso com um nó simples. Repetem-se os nós da fita mais seis vezes, num total de sete nós. Agora, prometa a si mesmo evitar maus pensamentos e palavras sobre os outros. Esse comportamento danoso interfere no seu esforço de obter plenitude e proteção pessoal. Depois, faça com que a pessoa termine recitando a Oração Ben Porat , que impede que os outros lhe lancem mau olhado.

(Ambas as orações estão incluídas no invólucro da Fita Vermelha).

O que torna a Fita Vermelha do Kabbalah Centre Única

Todo ano, alunos e professores dão o máximo de si para dar poder e distribuir essa ferramenta. Nossos esforços incluem:

▪ Tingir de vermelho a lã branca. Vermelho corresponde ao desejo de receber para si mesmo, e essa cor vermelha que usamos serve como antídoto para os desejos egoístas que se infiltram nas nossas mentes e corações.
▪ Contratar um guarda armado para escoltar nosso time até o túmulo de Raquel, a Matriarca, localizado em uma parte perigosa de Israel.
▪ Enrolar a Fita Vermelha sete vezes em torno do túmulo.
▪ Recitar várias orações kabbalísticas, mais notadamente a oração Ana Becoach.
▪ Cortar a fita em pedaços do tamanho de pulseiras.

A fita das estrelas


A onda da fitinha da cabala amarrada no pulso esquerdo começou com Madonna. Discípula dedicada, ela puxou a amiga Demi Moore e seu namorado, Ashton Kutcher, e inspirou Britney Spears, que usa a sua até com biquíni. Converteram-se também ao adereço Victoria Adams e o maridão, David Beckham – que, convenhamos, precisa mesmo se proteger contra olho gordo.

Outra febre da proteção é a pulseirinha usada pelos adeptos da cabala, a vertente mística judaica. Quem vê acha que é um reles fio cortado de um novelo de lã vermelha. Quem crê compra (no Centro de Cabala de São Paulo, custa 70 reais) e amarra no pulso esquerdo com sete nós, enquanto recita a reza apropriada.





CABALA, O SEGREDO REVELADO


Tradição da mística judaica, esse conjunto de ensinamentos ocultos virou moda.
Mas, por trás da aura de mistério, existe uma profunda sabedoria sobre o ser humano e o Universo.


Diz a tradição judaica que, antes de vir ao mundo, cada alma, intimamente ligada a Ein Sof, D'us a Fonte Infinita, conheceria todos os mistérios do Universo. No ato do nascimento, essa sabedoria não se perderia, mas seria mantida no subconsciente. Existiria, porém, um meio de trazer esse conhecimento à tona: a Cabala, a dimensão mística do Judaísmo, um conjunto de mensagens ocultas que guardariam os segredos da existência.

Por milhares de anos, a Cabala esteve restrita a um seleto grupo de eruditos, homens versados nas leis e costumes judaicos. Reclusos e silenciosos em seus quartos de estudo, esses homens jamais poderiam imaginar que, um dia, seus mistérios estariam sendo desvendados por extravagantes figuras do Show business, como Madonna ou Mick Jagger, que se incluem numa legião de novos adeptos. Ou será que poderiam? Afinal, aqueles eruditos conheciam as profecias do Zohar, o "Livro do Esplendor", principal obra da Cabala: viria um tempo em que o mundo teria uma sede de conhecimento sem precedentes, preparando-se para o estabelecimento da era messiânica. E esse tempo chegou.

De acordo com a contagem judaica, estamos no ano 5771. Falta pouco para o sétimo milênio (ou terceiro milênio cristão), quando se prevê que o Messias chegará. Algumas correntes judaicas afirmam que o Messias será um homem de carne e osso; outras o entendem como uma "consciência espiritual" acessível a todas as pessoas. Seja qual for a interpretação, todos concordam que cabe ao ser humano preparar-se para essa nova era - e a Cabala é uma importante ferramenta de conhecimento e auto-realização. Sua busca pela transcendência, por meio do estudo e da meditação, a aproxima de outras tradições espirituais, em especial do Sufismo, o ramo místico do Islã. "Ela é a chave de todas as religiões", afirma o rabino Joseph Saltoun, do Centro de Estudos da Cabala, de São Paulo. Afinal, diz ele, a sabedoria é um tesouro recebido de D-us (a palavra "cabala" deriva de kibel, ou "receber" em hebraico) para ser compartilhado. Por isso, os cursos que ministra estão abertos a qualquer pessoa, sem discriminação de religião, raça ou sexo.

No século 13, o recém-publicado Zohar só podia ser aberto por homens maiores de 40 anos de idade, devidamente orientados por um rabino experiente. A situação começou a mudar há cerca de 300 anos, com um movimento de renovação espiritual que ficou conhecido como Chassidismo (lê-se o ch com som de rr), liderado pelo rabino Baal Shem Tov (1698-1760). "Ele defendia que a Cabala tinha que ser revelada para 'despertar' o mundo do sono espiritual", afirma Yehuda Levinzon, rabino do Centro Jovem Judaico Espaço K, em São Paulo. Mas o movimento chassídico não foi aceito de imediato. "Muitas autoridades rabínicas acreditavam que a Cabala só deveria ser acessível a quem tivesse condições espirituais de estudá-la em sua profundidade", diz Yehuda.

O grande obstáculo para a disseminação dos conhecimentos cabalísticos, porém, foi a perseguição anti-semita que obrigava os sábios da Idade Média a estudar na clandestinidade. Segundo o escritor norte-americano Richard Zimler, especialista em Religiões Comparadas da Universidade do Porto, em Portugal, toda tradição mística tem por objetivo manter o homem em contato direto com D-us e, por isso, representaria uma ameaça ao poder das autoridades religiosas.


OS NÚMEROS QUE CRIARAM O MUNDO


D'us disse ... e o mundo se fez. Segundo a Cabala, as 22 letras do alfabeto hebraico, associadas às dez sefirot (fluxos de energia espiritual), foram a matéria-prima que D'us usou para criar o Universo. A cada letra atribui-se um valor numérico e da combinação desses números nasce a natureza, o homem e a própria História. Descobrir esse "genoma" universal é o propósito da numerologia judaica, também chamada de guimátria.

O principal campo de estudo da guimátria é a Torá. Com a ajuda da estatística e de programas de computador, das 304.805 letras da Torá têm surgido surpreendentes revelações. Eventos históricos, como o Holocausto e o assassinato do presidente de Israel, Vitzhak Rabin, estariam codificados nos textos bíblicos. "Tudo, sobre todos, em qualquer época desde o inicio do mundo e até o final dos tempos, pode ser encontrado na Torá" , afirma David Zumerkom, professor de Matemática e uma das maiores autoridades mundiais no estudo da guimátria. Para decodificar o texto sagrado. David utiliza uma metodologia desenvolvida pelo matemático israelense Elyahu Rips: a SAE - Seqüência Alfabética Eqüidistante. A técnica consiste em "saltar" letras a distâncias previamente determinadas, formando novas palavras. Ele cita como exemplo o encontro da própria palavra Torá, em hebraico, nos cinco primeiros livros da Bíblia: salta-se a partir da primeira letra, chamada de Tav. 50 letras até encontrar a segunda. Vav. e. assim por diante, de 50 em 50 até completar a palavra inteira, Por essa técnica, encontra-se a palavra Torá 32 vezes em todo o Pentateuco. O número 32 tem um significado todo especial no Judaísmo - é a soma das 22 letras hebraicas com as dez sefirot Coincidência? Para David Zumerkom, não. "A numerologia mostra que tudo se encaixa de maneira perfeita. Por isso,é uma ferramenta para a melhor compreensão da Bíblia. É como o microscópio na mão de um estudante de Medicina", afirma. Segundo ele, pela guimátria seria possível até antever eventos futuros - algo que nunca fez nem jamais fará, pois é prática condenável no Judaísmo. Da mesma forma, ele reprova o uso indiscriminado da numerologia para mudar nomes próprios, por exemplo. "As letras centrais da palavra neshamá- alma, em hebraico - formam a palavra 'nome'. Cremos que os pais são inspirados por D'us ao dar o nome ao filho. Alterá-lo sem um motivo muito forte é brincar com fogo", diz.


DE ADÃO A MOISÉS

A tradição conta que D'us revelou segredos sobre o Universo ao primeiro homem que criou, Adão, e ele o transmitiu aos seus descendentes. Já ao patriarca Abraão é atribuída a autoria de um dos textos cabalísticos mais enigmáticos, o Sêfer letsirá, que trata da criação do mundo. Contudo, os principais conhecimentos teriam vindo do Monte Sinai, pelas mãos de Moisés. Ao receber de D'us a Torá (que os cristãos chamam de Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia), Moisés também teria sido instruído na interpretação simbólica do texto.

O conhecimento esotérico da Torá foi transmitido oralmente até o segundo século da era comum (os judeus não usam o termo "antes de Cristo"). Coube ao Rabi (mestre) Shimon bar Yochai a primeira versão escrita, em aramaico. Era o período da dominação romana. Rabi Shimon e seu filho tiveram de se esconder em uma caverna nas montanhas da Galiléia, fugindo de seus perseguidores. E lá permaneceram por 13 anos. Segundo o Tàlmude, livro de comentários e interpretações sobre a Torá, durante esse período de reclusão Rabi Shimon recebeu diretamente de Moisés e do profeta

Elias a inspiração para escreve teria chamado de Zohar. Finalmente, no século 13, os manuscritos foram editados pelo místico espanhol Moisés de Leon (1238-1305) e daí difundidos.

"Tem gente que acha que o Zohar nega a interpretação literal da Torá", afirma o rabino Yehuda Levinzon. "Na verdade, esse livro apenas acrescenta outros níveis de compreensão". Segundo a tradição judaica, são quatro os níveis de interpretação do texto sagrado. Além do nível conhecido como peshat, o significado literal das leis religiosas e regras de comportamento, o Zohar traz os níveis remez, as alusões ou "insinuações" alegóricas presentes no texto; o drash (ou derush), a interpretação metafórica mais aprofundada, e sod, o nível simbólico e místico da Torá, o nível cabalístico. Em hebraico, as iniciais dessas palavras formam pardes, que significa "pomar", e inspiram uma pequena fábula:

"Quatro sábios entraram num pomar. Quando saíram, um deles se suicidou, outro perdeu a razão, outro virou agnóstico e apenas um saiu ileso", conta o rabino Yehuda Busquilla, da Congregação Israelita Paulista. Moral da história: o caminho da Cabala está aberto, mas nem por isso pode-se dispensar um guia para trilhá-lo com segurança.


A MAGIA DA PALAVRA

Alguns estudiosos dividem a Cabala em duas categorias: teórica e prática. "A Cabala teórica busca conduzir o homem a D'us, pelo estudo e pela meditação. A prática quer trazer D'us para baixo", afirma o rabino Busquilla. Mas, embora o estudo da Cabala seja aceito por todas as correntes do Judaísmo, das mais ortodoxas às mais liberais, o uso "mágico' dela é visto com alguma reserva.

Basicamente, a Cabala teórica busca compreender o equilíbrio do universo, pelo estudo das energias espirituais emanadas de D'us - as chamadas sefirot - e dos códigos numéricos ocultos no texto em hebraico. As dez sefirot, associadas às 22 letras do alfabeto hebraico, seriam as matérias-primas com as quais D'us teria construído o mundo e o rege. Ao combinar as energias contidas nas letras hebraicas o Todo-Poderoso criou os seres vivos e a natureza, da mesma forma que a combinação dos quatro compostos orgânicos - adenina, citosina, guanina e timina - que constituem o DNA são responsáveis por todo o genoma humano.

Já a Cabala mágica pretende interferir nos acontecimentos pelo uso daquelas forças. Pela meditação ou recitação dos nomes sagrados de D'us, expressos em 72 combinações de letras do alfabeto hebraico, seria possível canalizar energias capazes de feitos sobrenaturais. Por exemplo, as forças emanadas pelas letras sagradas teriam sido usadas por Moisés para abrir o Mar Vermelho, permitindo a passagem do povo judeu na fuga do Egito. Hoje, mesmo aqueles que não dominam o idioma hebraico podem usufruir desses poderes, segundo o rabino Yehuda Berg, fundador do Centro de Estudos da Cabala dos Estados Unidos e guru da cantora Madonna: basta um toque da mão sobre as letras para eliminar distúrbios psicológicos ou males físicos. É o que ele chama de "escanear" as letras sagradas.

A numerologia judaica é usada para atrair energias positivas ou evitar as forças negativas associadas a um nome. A cantora Madonna, por exemplo, adotou o nome judaico de Esther, = Hadassá, para desvincular-se de seu nome verdadeiro, Louise Verônica, herdado da mãe, que morreu de câncer. Ela também usa no braço esquerdo uma pulseira feita de lã vermelha, um amuleto cabalista contra o "mau-olhado". Mas, para a professora Cristina Tehilá, coordenadora da Academia de Cabala Rav Meir, do Rio de Janeiro, a lã vermelha é mais do que um amuleto, é uma ferramenta de conscientização. "Ela deve lembrar ao cabalista o seu papel de revelar a Luz do Mundo Infinito aqui no mundo físico e ajudá-lo a conter seu comportamento reativo", afirma ela.

No organograma das dez sefirot representadas no corpo humano, a energia Guevurá representa a contenção e está associada ao braço esquerdo. A cor vermelha é uma lembrança da invasão de Jericó pelos hebreus, relatada no livro de Josué: todo o povo da cidade foi dizimado, com exceção de Raabe, que salvou a vida dos espiões hebreus. Para sinalizar qual linhagem deveria ser poupada durante a invasão, seus membros deveriam atar um fio vermelho à janela. Desde então, o fio vermelho significa proteção.

Para alguns estudiosos, a excessiva ênfase na magia - nascida, provavelmente, de uma desesperada tentativa de obter proteção contra as perseguições ocorridas na Península Ibérica a partir do século 14 - é um desvirtuamento do sentido original da mística. "A Cabala não é uma pílula que você toma para resolver suas dificuldades. É um estudo profundo que visa resolver um único problema: você mesmo. O objetivo da Cabala é melhorar a sua condição como ser humano, como parceiro na criação", diz o analista de sistemas Júlio Gonçalves, estudante autodidata da mística há 21 anos. Para ele, a Cabala não existe sem o Judaísmo. "Só comecei a compreendê-la quando passei a estudar a fundo a religião judaica", afirma. E, hoje, não descarta a possibilidade de, um dia, converter-se à crença.

Para o escritor Richard Zimler, cujo livro de estreia, O Último Cabalista de Lisboa, conta, justamente, a história de um místico em meio ao massacre sofrido pelos judeus no ano de 1506, em Lisboa, estudar a Cabala foi um retorno às origens. Nascido em família judaica de hábitos laicos, que só frequentava a sinagoga em dias de festa, Richard conta que, embora não siga estritamente as leis judaicas, a Cabala mudou completamente sua relação com o Judaísmo. "Às vezes digo que quando era jovem vi no Judaísmo apenas a superfície de um grande oceano, mas depois de estudar a Cabala comecei a ver alguns metros dentro das profundezas desse mar", diz ele.

Inundar de conhecimento o mundo é, afinal de contas, o desejo de D'us e a meta dos cabalistas. Shalom Aleichem! Ou seja: que a Paz esteja conosco!


Abracadabra! - E um homem foi fabricado

Diz a lenda que. no sótão de uma antiga sinagoga de Praga, na República Tcheca, existe um amontoado de barro. É o que restou do Golem. o ser criado pelos poderes cabalísticos do rabino Judah loew (1520-1609). Eram tempos difíceis para os judeus da Europa. Alvos constantes de perseguições, eles não tinham quem os protegesse. O rabino loew pegou argila, moldou uma forma humana e, na testa, escreveu a palavra emet (verdade). Outra versão da história diz que ele colocou na boca do boneco um pequeno pergaminho com o nome sagrado de D'us. A criatura ganhou vida, com força descomunal, mas sem os dotes da inteligência e da fala, que só o Todo Poderoso poderia conceder.

O ser criado pela mágica da Cabala, primeiro autômato da história da humanidade. cumpriu seu papel. Sob as ordens de Judah loew, ele salvou a vida de muitas pessoas. Mas a criatura se apaixonou pela filha do rabino e começou a exigir status de ser humano, fugindo ao controle de seu criador. Foi preciso eliminá-lo. Assim, da palavra emet o rabino apagou a primeira letra, o que resultou em met, que significa morte - ou, em outra versão, tirou o pergaminho da boca do Golem.

Mas Golem pode não ter sido o primeiro. O Talmude, livro que traz explicações sobre a Torá, relata que o sábio cabalista Rava (299-353) fez um androide. O texto diz: Raba Bara Gabra, ou "Rav criou um homem". No hebraico, essa é uma frase de dez letras que somadas, possuem o valor numérico de 612, um a menos que 613, o número de ossos e vasos sangüíneos do corpo huumano - afinal, o Golem ("matéria") era algo menos que um humano. Segundo alguns estudiosos, Raba Bara Gabra também seria a origem da palavra "abracadabra", que no hebraico quer dizer "eu criarei enquanto falo".


AS ENERGIAS QUE VÊM DE D'US

Da Fonte Infinita (Ein Sof) emanam dez fluxos espirituais: as sefirot. Matérias-primas do Cosmos elas podem ser associadas à figura humana, pois manifestam-se por meio de pensamentos e atitudes. Três dessas energias são mediadas pelo cérebro físico - as energias da mente, ou sechel - e sete são as da emoção, midot. O corpo humano é, assim, usado como metáfora para ilustrar a ação de cada sefirá (termo que significa "emanação")

Energias da emoção - 1

Braços direito e esquerdo e tronco: Chéssed (bondade), Guevurá {força} e 1iféret{beleza), nesta ordem. Chéssedé a energia da doação e da partilha, a mão que se estende. Guevurá representa a retenção ou concentração de energia, o poder. Tiféret faz a integração das duas e é, portanto, o fluxo da compaixão, que permite dar na medida certa.

Energias da emoção - 2

Coxas direita e esquerda, genitais e pés:

Netsach (vitória), Hod (eco), Yessod{alicerce) e Malchut (reino). Estas são as sefírot que comandam o relacionamento. Netsach significa vitória na conquista das fronteiras interpessoais; é o impulso para entrar na vida de outra pessoa. Hod é o contra ponto, a necessária criação de espaço nas relações. Yessod cria um equilíbrio entre Netsach e Hod, é a sefirá que alicerça a união e a intensidade de comunicação entre duas pessoas. Malchuté a dimensão tangível da realidade, representa o ponto de encontro de todos os fluxos sefiróticos no mundo físico.

A coroa

Para alguns cabalistas, Keter (coroa) não é considerada sefirá. Trata-se de uma emanação superior a todas as dez sefirot, a verdadeira essência do homem criado à imagem de D'us. Estaria acima da realidade física e seria associada à mente supra consciente ou à inspiração divina.

Energias da mente

Cérebro direito, esquerdo e central: correspondem. respectivamente, a ChochmiÍ (sabedoria), Binà (compreensào) e Daat (conhecimento), Chochmá é o lampejo de sabedoria, ou seja, a inspiração e a criatividade, enquanto Biná é a lucidez, o raciocínio e a organização. Essas qualidades relacionam-se aos hemisférios cerebrais direito e esquerdo {algo já comprovado pela ciência). Daat é a sefirá que integra as outras duas. Alguns estudiosos, porém, compreendem-na não como uma sefirá, mas como uma manifestação especial de Keter.

As dez sefirot podem ser representadas na forma de um organograma chamado "Árvore da Vida" ou relacionadas ao corpo humano



A moda da cabala

Paulistanos de diferentes credos
se rendem à mística judaica

Marcella Centofanti




Para onde quer que vá, a empresária Natalie Klein não se separa de um livrão escrito em hebraico. Na entrada de sua casa, a restauratrice Mary Nigri exibe um quadro colorido com letras do mesmo alfabeto. Num ritual diário, a estilista Gloria Coelho ouve por trinta minutos um CD com cânticos no idioma de Israel. As três seguem os preceitos da cabala (há quem pronuncie cabalá, como no original), mística judaica com adeptos de diferentes credos. Mantida durante séculos como um segredo restrito a homens com mais de 40 anos do círculo judaico, a cabala popularizou-se na última década – tendo como principal garota-propaganda a pop star Madonna. É a última moda entre esotéricos em geral. À diferença do que muitos acreditam, não se trata de uma religião, mas de um conjunto de ensinamentos que procuram explicar a formação do universo e os significados ocultos da Torá, o livro sagrado do judaísmo.

Não há estatísticas sobre o número de cabalistas – como são chamados os praticantes – existente na cidade. Mas sua proliferação é visível. Entre os cursos oferecidos pelo Centro da Cultura Judaica, em Pinheiros, o de cabala está entre os de maior sucesso. Quando as primeiras aulas começaram, em 2003, havia quarenta vagas. Diante da demanda surpreendente, foi aceita a inscrição de 150 pessoas. O Centro de Cabala de São Paulo, filial do Kabbalah Centre (a escola de Madonna), também em Pinheiros, conta atualmente com 200 alunos.

Adepta há quatro anos, Natalie Klein foi assídua frequentadora do centro. Desde o ano passado, estuda em casa com um rabino ortodoxo, reunida num grupo de quinze amigos. "As aulas são mais profundas e ligadas à religião", afirma ela. Natalie carrega para cima e para baixo, na bolsa, um exemplar do Zohar, o livro mais importante da cabala, escrito em hebraico, idioma com alfabeto próprio que ela confessa ler com muita, muita dificuldade. Leva uma versão maior e mais pesada quando viaja, como uma espécie de amuleto. Como ela, Mary Nigri anda para todo lado com um exemplar do Zohar. As mesmas letras em hebraico do quadro colorido que colocou em casa, representando na simbologia cabalística os nomes de D'us e que teriam poderes transformadores, estampam a capa de sua agenda, uma camiseta e um conjunto de pingentes que ela não tira nunca.

Embora Mary e Natalie tenham origem judaica, em muitos cursos da cidade a maioria dos alunos é de outras religiões. De formação católica, Gloria Coelho conta que se tornou adepta há três anos. Um dos rituais que pratica é amarrar no pulso uma fita de lã vermelha para espantar mau-olhado. A paixão pela mística reflete-se em sua coleção de roupas e acessórios. Na mais recente, ela criou um anel em forma de soco-inglês em que se lê a palavra prosperidade, em hebraico. "A cabala diz que precisamos ser mais generosos e menos reativos", afirma. "Sinto-me mais calma." Seu marido, o estilista Reinaldo Lourenço, é mais um adepto. Entre os princípios que ele se esforça para colocar em prática está o de não falar mal dos outros – algo inimaginável no serpentário da moda. "Às vezes, a língua coça, mas tento me segurar", jura Reinaldo.

A divulgação dos ensinamentos divide opiniões. Shmuel Lemle, professor do Centro de Cabala, é favorável. "O curso foi planejado para que qualquer um possa aprender, sem necessidade de conhecimento prévio", afirma. Na visão do rabino carioca Nilton Bonder, professor do curso do Centro da Cultura Judaica, amuletos como pulseiras vermelhas e camisetas com letras em hebraico não transformam as pessoas. "Cabala não é magia e não pode ser usada como atalho para quem quer ser mais feliz, mais rico ou ter mais sucesso", considera. Já Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), vê o súbito crescimento com ressalvas. "Em tempos de turbulência moral e existencial, as pessoas buscam algo que muitas vezes nem sabem o que é", afirma Sobel. "A cabala é um estudo sério e profundo, que não pode ser visto apenas como refúgio."

O Túmulo de Raquel

Foi em Ramá de Benjamim que a tradição começou a situar o Túmulo de Raquel. Por muito tempo a localização exata do túmulo foi motivo de confusão, tudo porque a Bíblia cita mais de uma localidade como sendo Ramá (Altura).

Raquel, esposa de Jacó, morreu de parto, a caminho de Belém(Gn 35:16,20). O filho que nascera seria o caçula dos doze filhos de Jacó, chamava-se Benjamim. Atualmente, o túmulo é considerado o segundo lugar mais sagrado de Israel (o primeiro é o Muro das Lamentações), devido pertencer a uma das matriarcas do povo judeu.

O local é envolvido por muitas tradições de diferentes religiões: judeus, cristãos e muçulmanos. As mulheres oram no interior do túmulo pedindo fertilidade e filhos saudáveis. Os Judeus amarram um fita vermelha enlaçando o túmulo. Depois essa fita é cortada em pedaços e distribuída para os que fazem petições de bençãos amarrarem-na no pulso. Tal qual no Brasil se faz com as tais fitinhas da senhor do Bonfim e outros santos.

A localização do túmulo de Raquel, nas imediações de Belém, permitiu a Mateus utilizar Jr 31:15 para comentar o massacre das crianças de Belém, apresentando-o como motivo da lamentação de Raquel: "Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto; era Raquel chorando os seus filhos e não querendo ser consolada, porque já não existiam" Mt 2:18.

Como conhecer Jerusalém por conta própria.
O ideal é reservar 3 dias para Jerusalém!

Cidade de Davi

Reserve um dia para explorar a cidade antiga a pé. Passeie pelos 4 quarteirões que dividem a cidade em opções
religiosas, comprar no mercado árabe, “comer local”, fazer a Via dolorosa e Basílica do Santo Sepulcro.
Outro dia dedique para conhecer os subterrâneos da cidade de Davi, que fazia emergir água do interior. Inclusive no passeio você passara por essas cavernas com água! Depois já o muro da lamentações, mas faça um tour pelo seu interior onde contam a história do antigo templo judeu, sua destruição e legado. Visite o mercado Judeu também!

Getsemâni Israel

Alugue um táxi por meio período e peça para ele te levar nos pontos que ficam ao redor da cidade antiga. Visite os portões, Jardim das Oliveiras, Getsemani, Túmulo de Maria…
Só negocie produtos que você deseja comprar! Se perguntar eles te seguirão e até ficarão revoltados se não comprar! Cuidado!

Principais Pontos Turísticos de Jerusalém

Jardim das Oliveiras
Getsemani
Túmulo de Maria
Mercado Árabe
Muro das Lamentações
Cidade de Davi
Basílica do Santo Sepulcro – Túmulo de Jesus
Cidade Antiga – Jerusalém
Portão de Jafa – Jaffa gate
Mesquita de Al-Aqsa
Monte do Templo
Túmulo do rei David
Mesquita de Omar
Muro das Lamentações
Via Dolorosa

Local onde o corpo de Jesus foi ungido com óleo

Leia sobre nossa experiência nos pontos que mais nos marcaram!

Compre um guia ou faça uma pesquisa na internet para ler e conhecer melhor os pontos de sua visita.

Maquete no Tour Muro das Lamentações

Igreja Armênia

Mercado de Jerusalém

Saiba os pontos turísticos, místicos e espirituais merecem a visita de quem não segue nenhuma tradição, mas quer fazer uma viagem espiritual a Jerusalém.
Mística, instigante , e porque não, aterrorizante? Não como seu senso comum está imaginando, mas o que dá medo é o poder da “força” e a “loucura” que a fé desencadeia nas pessoas. O que você planta instantaneamente, você colhe! Acredito que por isso as pessoas ficam muito obcecadas e radicais, pois assusta mesmo a velocidade do “retorno de suas ações”!

Impressiona a presença de algo maior, que conspira conforme você pensa, vibra, deseja e age.


Vista de Jerusalém

Como é Jerusalém e os pontos turísticos principais


Vias de Jerusalém

“Data do IV milênio a.C., é uma das mais antigas do mundo. A cidade santa dos judeus, cristãos e muçulmanos desde o século X a.C. Têm um número de significativos lugares antigos cristãos, e é considerada a terceira cidade santa no Islão. Apesar de possuir uma área de apenas 0.9 quilômetros quadrados, a cidade antiga hospeda os principais pontos religiosos, entre eles a Esplanada das Mesquitas, o Muro das lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa. A cidade antigamente murada, tem sido tradicionalmente dividida em quatro quarteirões, os bairros armênio, cristão, judeu e o muçulmano. A cidade faz parte do patrimônio mundial. No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.

Onibus Blindado

E MADONNA!
Fomos em 2007 para um evento do Kabbalah Centre, centro de estudos de cabala para pessoas comuns, e frequentado também por famosos no mundo inteiro como Demi Moore, Ashton Curtney, Donna Karen, e Madona, que lá estava presente! O motivo era o Rosh Hashaná, feriado judeu, religião de onde “vem” a filosofia da cabala. Esquema máster de segurança, ônibus blindado, acessos restritos, e exército acompanhando nossas visitas de “conexão” com pontos espirituais / religiosos / turísticos.
Resumidamente, a interessante história do muro das lamentações e certamente raiz da guerra entre religiões, pode ser compreendida no relato a seguir.

Muro das Lamentações

Dizem os espiritualistas que é lá o portal mais forte de energia do planeta, e segundo conta a história bíblica, lá Abraão entregou para sacrifício seu filho Isaac, e para os muçulmanos lá teria ocorrido o sacrifício de Ismael. Lá fica a pedra do sacrifício, os templários passaram por lá, além de inúmeros “famosos” da nossa história. Após a grandiosa obra de reconstrução do templo dos judeus feita por Herodes, vieram os romanos e destruíram tudo, só restando uma pequena parte da parede que rodeava o templo: o atual Muro das Lamentações! Justamente a parte que foi construída com doação de pessoas pobres. Acredita-se que o dinheiro doado sem ego é tão puro que lá fica inabalável. Até o muro!
Essa é história que originou a fé do muro das lamentações. E onde hoje encontra-se o Domo da Rocha. Local em Jerusalém, ponto de discórdia há milhares de anos !

Tour no muro das lamentações

Nos subterrâneos do lado oeste do muro é contada a história toda em um tour bem bacana! Entramos por trás e dentro dele! No seu interior, tinha uma sala onde ficam judeus ortodoxos rezando e lendo as toras gigantes, só homens de 1 ano a 100! Chocante!

Sala de reza dentro do Muro

Túmulo de Rachel em Jerusalém

Bethlehem

A cidade de Bethlehem fica perto de Jerusalém, onde foi enterrada Raquel ou Rachel, esposa de Yaacov, com uma linda história de amor, e “fama” de esposa e mãe protetora contra a inveja ou “olho gordo”. Por isso, judeus ortodoxos e cabalistas passam uma lã vermelha em volta do seu túmulo, para energizar com essa proteção. Que dá origem a famosa pulseira da cabala usada por cool people pelo mundo! Nós fizemos o ritual, rezamos e passamos a lã. Porem, foi aí que formalizou nosso “bode” do Kabbalah Centre. Muito comercial. Passamos praticamente 200 novelhos de lã no tumulo e eles vendem um pedacinho por R$ 100,00 dolares!!!! Os ortodoxos odeiam o Centro porque eles fazem a divulgação da cabala para o mundo, quando segundo a tradição judaica, só homens com mais de 40 anos e merecedores podem estudar cabala. Então, foi neste momento da lã que os ortodoxos se revoltaram, e começaram a xingar, chamá-los de mercenários. Diziam “damos a famosa pulseirinha da cabala de graça enquanto eles cobravam um absurdo.
Depois disso, foi uma sucessão de decepção com a “filosofia marketeira” e preceitos do Kabbalah Centre. Imagine que um ritual era acordar as 3 da manhã para matar uma galinha com a mão e passar o sangue em si mesmo! Foi aí que fomos explorar a cidade por nossa conta, e vivemos uma experiência maravilhosa, e sem dúvida transcendental.

Túmulo de Jesus em Jerusalém

Roteiro Turístico de Jesuaslém

Visitamos o Sagrado Coração! Entramos no túmulo de Jesus! Você acredita nisso!! Incrível. Ficamos em frente da cruz e no subsolo, vimos a rachadura na terra que houve enquanto Jesus estava crucificado! E o sangue que escorreu! Parece até um parque temático da Disney de tantos pontos turísticos bíblicos!
Fomos no Montes das Oliveiras, Getsemani, fizemos a Via Cruzix, rota que Jesus carregou a cruz. Até vimos o portão por onde entrou Jesus pela última fez na cidade, que hoje encontra-se fechada!

Crucificação de Jesus

Mas o mais bacana é comprar pelas ruelas no mercado árabe! A arte de negociar aflora, e você aprende que tudo tem que ser acordado entre as partes! Divertido! Ficávamos as lojas mais interessantes cerca de 40 minutos negociando! E atenção a dica: tudo pode ser negociado de 30% a 60% abaixo do preço inicial!
O presença do exército Israelense é super ostensiva! Impõe tanto que depende do local, aterroriza mais do que transmite segurança. Mas no geral achamos tudo muito seguro. Claro que não fomos em local de conflitos, neh?! Fizemos amigos de israelenses, que garantem se sentir mais seguros lá do que no Brasil.
Outro ponto cabalístico interessante, e claro, cristão, muçulmano e judeu é o túmulo de Abraão, que fica em Hebrom, cidade de controle palestino. Barreiras do exército, fomos em ônibus blindado.

Túmulo de Abraão

Lá as tumbas são separadas por religião, judeus de um lado e muçulmanos de outro, sob vigilância pesada do exército! Já ocorrem atendados de ambos. Enquanto Cristãos podem circular pelos dois lados. E ver todos os túmulos, não só de Abraão, como de sua mulher Sara, e seus filhos Issac e Jacó. Tristemente, ali se concretiza a verdade ignorante: o símbolo de nossa herança religiosa é justamente o que nos mantêm guerra até hoje.
Impossível é achar um caminho de paz quando ambos os lados se desrespeitam, já

Hebrom

sem critério para saber o início, e sem perspectivas para o fim. E eu, com meu jeito interessado puxo assunto com todo mundo que cruza meu caminho, pergunto e converso, “investigo as pessoas” para saber o pensam e sentem! Até envergonho meu amado! Mas é assim que gosto de conhecer os lugares por onde passo: viajando na vida, hábitos, valores e sentimentos das pessoas! Especialmente em lugares exóticos como Israel, é bacana desvendar a diversidade humana, e não só visitar lugares turísticos.
“Com base nessa pesquisa”, me coloquei na situação dos dois lados, judeus e muçulmanos, e achei insuportável. Os judeus, maioria, agem como se os outros fossem uma raça humana superior, desconfiam de todos e têm revistas em todos os pontos de transição dos bairros “quarteirões”; judeu, armênio, cristão e muçulmano, dentro da velha Jerusalém.
Já os muçulmanos parecem querer impor sua presença a qualquer custo com seus rituais. Basta pensar que eles incendiaram o local sagrado dos judeus, construíram uma mesquita enorme por cima, restando apenas um pedaço do muro; muro das lamentações! E cinco vezes por dia tocam aquele chamado ensurdecedor para a rezar!
Igreja de Saint´Anne

Escavações no quintal da Igreja de Sant Anne

Resolvemos parar na igreja do século 12 que dá meu sobrenome. Feita em homenagem ao local de nascimento de Hannah (Ana), a mãe de Maria! A igreja recebe uma iluminação através das frestas dos desenhos da sua construção que tornam o ambiente mágico. Luz divina, silêncio e paz total! Estávamos lá quando um padre apareceu do nada conversando conosco. Contei que Sant´Anne dava origem ao nome da minha família e ele então nos levou até o altar, fez uma oração e invocou a proteção de Saint´Anne, avó de Jesus, em nossas vidas. Foi especial e emocionante! Saímos de lá e vimos Bethesda, onde Jesus teria curado um paralítico. A igreja está a poucos passos do Santuário de Flagellation e Condemnation, no começo da Via Dolorosa.
Onde ficar em Jerusalém
De Hotéis de luxo Jerusalém está cheia! Cool é ficar na parte leste, mais moderna da cidade. Alguns hotéis oferecem vistas panorâmicas para os mais importantes monumentos.
Existem opções mais moderadas como as guesthouses e bed-and-breakfast. As primeiras são alternativas aos hotéis, são casas construídas para receber peregrinos e turistas nos anos 1880. Oferecem um ambiente confortável e ao mesmo tempo rico em história. Sobre os econômicos bed-and-breakfast, é possível obter informações pelo site do turismo oficial de Israel.
Nossa cool tip é o Hotel King David de Jerusalém onde também se hospedaram presidentes como Bush e famosos como Madona.
O Hotel King David de Jerusalém é o hotel mais famoso de Israel e majestoso, com vista para a Cidade Velha de Jerusalém. Este hotel histórico está situado no ponto em que une antigo com o novo. Membro real e notável do The Leading Hotels of the World, está soberbamente localizado a uma curta distância de ambos os principais locais históricos da Cidade Velha, e do animado centro de Jerusalém moderna.
Onde comer em Jerusalém

Frutos do Mar

Jerusalém tem inúmeros restaurantes, cafés, bares e delicatessens. Na Old Jerusalém e na parte leste da cidade, o turista encontra principalmente a cozinha do Oriente Médio (árabe e judaica). Carne de porco e moluscos são proibidos para muçulmanos e judeus, mas os restaurantes vendem para turistas. Na Jerusalém Oeste, o cenário é diferente: há opções de cozinha internacional, e os restaurantes ficam abertos até tarde. Não deixe de provar falafel.
Não deixe de se deliciar no mercadão Mahané Yehuda, que se estende por alguns quarteirões entre as ruas Jaffa e Agripas. Imperdível. Restaurantes gostosos e baratos. E barracas que vendem de roupas, tranqueiras, frutas e legumes, a comidinhas de todo jeito e para todos propósitos! Prove pastas de salmão, arengue defumado e as sagradas “oliveiras”, azeitonas israelenses. Depois, leve o pão preto típicos dos imigrantes russos e cruze a rua Agripas, a fim de aproveitar as áreas verdes e praças para um piquenique saboroso! O melhor dia para ir é sexta-feira de manhã, e vivenciar os preparos dos ortodoxos para o Shabat.

Tel Aviv – Moderna, jovem, animada e multi cultural! Um choque intrigante!

Orla turística de Tel Aviv

Orla turística de Tel Aviv

A capital de Israel é bem diferente do que o senso comum determina! A cidade é moderna e animada, as pessoas abertas e multiculturais. Em geral todas de bom coração, talvez por sentirem o reflexo da força que esse lugar exerce sobre seus atos e consequentemente, suas vidas. Tel Aviv lembra em muito o Rio de Janeiro; praiana, boêmia, diversidade cultural, contraste com violência eminente.

Praias com muitas opções de esporte

Em Israel o exército é obrigatório para meninos e meninas após os 18 anos. Meninos por 4 anos e as meninas por 2 anos. Com isso é comum você se deparar com meninos fardados e segurando armas muitas vezes maiores que eles. Quanto maior a arma, maior o status, e sendo assim, além da questão da segurança e obrigatoriedade, existe a questão de Poder. Mas não se assuste, eles são educados e estão ali pela ordem. A região mais turística da cidade é aparentemente bastante segura, não tivemos ou escutamos nada em nossa estada, e mesmo conversando com os moradores de Tel Aviv eles se sentem bastante tranquilos. Inclusive o Consulado Americano fica na beira mar, para nossa surpresa!

Como ir

Para chegar é fácil e barato. Existem voos dos principais centros Europeus direto para Tel Aviv. Fomos via Barcelona num voo de 4h até o Oriente Médio.Aqui vai a primeira cool tip: Algumas companhias Low Cost têm voos por US$300 dólares ida e volta!

Policia na Praia

Ao desembarcar em Tel Aviv, você já sente um clima diferente do habitual e poderá até se assustar no início, pois você já se depara com o conhecido Exército Israelense, fortemente armado. Entre o desembarque e a saída, você passa por detores de metais, alfandega com uma “mini entrevista” e as vezes, uma revista. Mas nada para se preocupar, pois apesar do forte esquema de segurança eles recebem bem.
Ao sair do aeroporto já é possível ver as diferenças de crenças, religiões através dos vestimentos, sentir as heranças de guerras e sofrimentos que habitam essa sagrada terra.

A cidade Multi Cultural

Tel Aviv é uma cidade “ocidentalizada” e turística, e por conta disso o povo lhe recebe muito bem e em sua maioria fala inglês. Em Tel Aviv você sente as diferenças culturais, crenças e costumes, porém em menores proporções. Talvez por ser mais turística e comercial, sejam mais sutis essas diferenças do que em Jerusalém (iremos contar mais sobre nossas experiências no post Terra Santa) ou outras regiões do Oriente Médio que vivem constantemente em guerra. Mesmo assim, em Tel Aviv existem templos distintos para cada religião e cada um se veste de acordo com suas crenças e hábitos. Sendo fácil identificar os Árabes, Armênios, Judeus e Cristãos que à habitam.

Onde ficar – Hotéis em Tel Aviv

Orla de Hotéis em Tel Aviv

Pegamos um táxi do aeroporto e fomos ao hotel reservado, cruzando boa parte da cidade. O hotel era bem localizado, com bom quarto, varanda de frente para o mar e serviço à desejar. Tel Aviv é uma cidade litorânea em meio a um deserto. A cidade tem uma região mais pobre e central e a parte litorânea, que como nas principais cidades é o cartão postal. Se assemelha a Copacabana, com uma bela e larga avenida a beira mar, calçadões e áreas esportivas, baladas e agito 24h. Lindo! A paisagem, os edifícios modernos, a areia branca, a beira do Mar Mediterrâneo cor esmeralda, encantam…Onde você encontra as principais redes de hotéis 5 estrelas, ótimos restaurantes, bares e claro várias lojinhas para os mais consumistas. Na época que reservamos o booking não tinha muitas opções, a cidade estava lotada por causa de um evento da Kaballah com Madona. Pegamos na primeira noite um hotel horrível através do booking e depois um tipo flat hotel completo, ótimo, mas no último dia a camareira roubou nosso smartphone! Ou seja, não podemos indicar nada diferente de cadeias internacionais como Four Season, Mariot e o famoso David Intercontinental, onde estava Madona.

O que fazer em Tel Aviv

Old Jaffa - Velha Tel Aviv

Além da bela praia com areia branca e fina como do Brasil, o mar é lindo e sem onda, ótimo para mergulhos, pesca e esportes náuticos. Também existem bares com boa música eletrônica, drinks e petiscos a beira mar, e no calçadão inúmeras opções de restaurantes onde o forte são os pratos de frutos do mar e cozinha árabe. No final de tarde normalmente venta e é possível fazer um ótimo velejo de kitesurf ou windsurf. Existem escolas na praia ou na beira mar. Balada durante o dia fica na praia logo após a Marina, sentido oposto de Old Jaffa. Lá tem um bar onde os cool locais comem, fazem esportes de vela e curtem a praia! Os jovens Israelenses são muito abertos e simpáticos a estrangeiros! Talvez resultado de uma cultura local, de guardar o dinheiro recebido durante o periodo do exército e viajar para conhcer o mundo e pessoas por no mímino um ano! Por isso, geralmente a gente conhece um Israelense em todo lugar do mundo!

Baladas em Tel Aviv

A noite não deixe de caminhar pelo calçadão, onde você poderá ver intervenções artísticas e religiosas sempre civilizadas, além dos clubs e bares que a noite são decorados com velas e mesas pé na areia para tomar uma Sangria ou Clericout! A noite em Tel Aviv é intensa e regada a muita música eletrônica com vários clubs pela cidade, alguns pé na areia ou de frente para o mar com linda vista enquanto chacoalha o esqueleto ao som de algum ótimo e underground Dj. O público GLS também marca forte presença! As raves e festivais no deserto também são comuns e a cultura a música eletrônica é bastante forte e expressiva em Israel. Criando assim mais um esteriótipo filosófico!
Outra boa cool tip é ir conhecer a “velha Tel Aviv”, Old Jaffa. Cidade toda de pedra e antiquíssima, linda, rústica e com uma vista indescritível de Tel Aviv, já que ela se localiza na em um ponto alto e privilegiado da cidade, em cima do Porto. Lá você encontra lojinhas com artesanato, suveniers e artigos típicos da região. Além, é claro, de ótimos restaurantes, um mais charmoso que o outro. Não deixe de ir, especialmente a noite! Ou no pôr do sol!

Compras

Pôr do sol no Porto de Old Jaffa

Um ótimo local para cool shopping é no centro de Old Jaffa, na rua principal e adjacências. Lá você encontra a “25 de março” com toda bugiganga oriental! Desde camelos de pelúcia , narguiles, olhos turcos, lembraças religiosas e turísticas, até cremes do mar morto! Ali perto tem o fleet market.Você pode achar coisas muito bacanas no meio deste universo caótico.
Mais perto do mar, ainda em Old Jaffa, na parte histórica mesmo, tem lojinhas cools escodidas pelas vielas desta cidade maravilhosa! Parece que você sente o tempo correndo através do seu corpo e mente. É magico! (Até chegar em Jerusalem!)

pela revista internacional cool tips, cool trips!

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